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montesclaros.com - Ano 26 - quarta-feira, 24 de junho de 2026

Em M. Claros, cerca de 300 policiais cumpriram mais de 50 mandados na manhã desta quarta-feira

Quarta 24/06/26 - 11h40

Dez pessoas foram presas em Montes Claros durante a operação Cerco Fechado, realizada na manhã desta quarta-feira 24, para combater o tráfico de drogas e organizações criminosas.

A ação integrada envolveu as polícias Federal, Civil, Militar e Penal.

Em Montes Claros, mais de 300 policiais cumpriram mais de 50 mandados de busca e apreensão nos bairros Conferência Cristo Rei, Santa Cecília e Vila Itatiaia.

A operação contou com apoio aéreo, com um helicóptero sobrevoando as áreas alvo.

Cães farejadores também ajudaram nas buscas por drogas e armas em imóveis e veículos.

Os crimes investigados são tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.





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12h41m, quarta-feira, da Polícia Civil:


Cerco Fechado: dez são presos em Montes Claros e 59 buscas cumpridas

Dez investigados foram presos durante nova etapa da operação Cerco Fechado, deflagrada nesta quarta-feira (24/6) em Montes Claros, no Norte do estado. A ação resultou no cumprimento de 59 mandados de busca e apreensão, cinco de prisão e cinco prisões em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

As medidas foram executadas em imóveis localizados nos bairros Santa Cecília, Vila Itatiaia e Conferência Cristo Rei, em Montes Claros, além de unidades prisionais da região e do município de Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

Entre os presos está um investigado apontado como integrante de uma organização criminosa de atuação nacional. Durante a operação, foram apreendidas porções de maconha, cocaína e crack, uma arma de fogo, celulares, um veículo e outros materiais que serão analisados no curso das investigações.

Integração

Coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a operação contou com a participação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Polícia Penal e Polícia Federal (PF).

O chefe adjunto da PCMG, delegado-geral Aloísio Daniel Fagundes, destacou a atuação conjunta das instituições e o trabalho de inteligência que antecedeu a operação.

“A operação Cerco Fechado contou com o apoio das unidades da Polícia Civil em Montes Claros e Belo Horizonte, mobilizando cerca de 150 policiais civis. Essa integração, aliada ao trabalho de inteligência desenvolvido em conjunto com as demais forças de segurança, permitiu identificar lideranças dos grupos investigados e ampliar a capacidade de resposta do Estado ao crime organizado”, afirmou.

Investigação

A operação é resultado de meses de levantamentos, monitoramentos e análises de inteligência realizados pelas forças de segurança. Os trabalhos tiveram origem na apuração de dois homicídios registrados nos bairros Santos Reis e Jardim Primavera, em Montes Claros.

Com o avanço das investigações, foi possível identificar integrantes dos grupos criminosos, áreas de atuação, conexões entre investigados e a estrutura utilizada para a prática dos crimes, reunindo elementos que fundamentaram as medidas cautelares deferidas pela Justiça.

Cerco Fechado

O nome da operação faz referência à estratégia adotada pelas forças de segurança para atingir simultaneamente os alvos identificados durante as investigações, restringindo a atuação dos grupos criminosos e ampliando a efetividade das ações de repressão qualificada.



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13h48m, quarta-feira, do jornal O Tempo, de BH:


Cerco Fechado: dez são presos em ação contra o Comando Vermelho no Norte de Minas

Operação foi deflagrada pelas forças de segurança em três bairros de Montes Claros. Suspeitos possuem envolvimento com a facção carioca
Clara Mariz


Dez pessoas foram presas em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, durante mais uma ação da Operação Cerco Fechado, na manhã desta quarta-feira (24/6).

Os detidos são suspeitos de envolvimento com a facção carioca Comando Vermelho.

A ação faz parte de uma série de ofensivas deflagradas em todo o estado para coibir e combater o domínio de território por organizações criminosas.

As ordens judiciais de busca e apreensão cumpridas nesta manhã foram emitidas para endereços de três bairros: Santa Cecília, Cristo Rei e Vila Itatiaia.

De acordo com Aloísio Fagundes, chefe-adjunto da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), ao todo 53 mandados de busca e apreensão foram cumpridos e dez pessoas foram presas. Desses, dois afirmam ser faccionados.

O delegado Cézar Salgueiro explica que os serviços de inteligência da corporação mostraram que as regiões já estavam sob o domínio da facção carioca.

“Nesses locais existe, efetivamente, um controle territorial que ficou evidenciado pelas pichações e sinais do Comando Vermelho. Simbologias como “Tudo 2” e o próprio “CV” foram encontradas em todas essas áreas.

Aqui, no entanto, não chegou ao ponto de haver barricadas, como existem no Rio de Janeiro”, afirmou um investigador da corporação.

Durante coletiva de imprensa, o diretor-geral da Polícia Penal, Leonardo Mattos Alves Badaró, explicou que três unidades prisionais da região foram alvo da operação: a Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá; o Presídio Regional de Montes Claros; e o Presídio de Bocaiuva. Até o início da manhã, seis pessoas haviam sido presas em flagrante e quatro mandados cumpridos. Além disso, os policiais penais encontraram seis aparelhos celulares foram localizados e apreendidos no presídio de Montes Claros.

Cerco fechado

Vinte e seis comunidades e aglomerados mineiros estão ocupados pela Polícia Militar de Minas Gerais.

A intervenção da corporação acontece desde o início de junho quando foi lançada a megaoperação “Cerco Fechado”, que tenta combater a consolidação de facções no estado.

Os locais ocupados pelas forças de segurança foram definidos a partir de levantamentos de inteligência que identificaram áreas com forte influência de faccionados.

Durante o lançamento da ação, na última segunda-feira (1º/6), Simões disse que o foco é impedir a consolidação do domínio territorial exercido por esses grupos e atacar suas fontes de financiamento.

Na capital mineira, o reforço no policiamento aconteceu em aglomerados como Serra, Cabana do Pai Tomás, Vila Cemig, Morro do Papagaio e Morro das Pedras. Por questões de segurança estratégica, a lista detalhada das 26 áreas específicas não foi divulgada pela gestão estadual.

Conforme o Governo de Minas, em 23 dias de operação, 878 pessoas foram presas pelas forças de segurança pública.

No entanto, nenhuma das pessoas faz parte da lista atualizada dos criminosos mais procurados do estado em 2026.

Entre os “caçados” estão lideranças do Comando Vermelho (CV), pessoas com até oito passagens pelo sistema prisional e dois que nunca foram presos.

Além disso, 1.015 pessoas foram conduzidas às delegacias de polícia civil e 82 adolescentes foram apreendidos.

Conforme balanço da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), as abordagens aconteceram em sete cidades mineiras: Araguari, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Manhuaçu, Teófilo Otoni, Uberaba e Uberlândia.

Em relação ao poderio bélico das organizações criminosas que atuam em Minas Gerais, as forças de segurança apreenderam 110 armas de fogo, 2.133 munições e 70 armas brancas e simulacros.

Além disso, 47.717 porções de drogas foram apreendidas. A quantidade equivale a 9 toneladas.

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