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montesclaros.com - Ano 26 - terça-feira, 23 de junho de 2026

Polícia Federal mobiliza 50 policiais para cumprir 9 mandados contra o banco do bispo Edir Macedo. Bloqueados 670 milhões de reais. (Vídeo no @montesclaroscom, o Instagram da 98FM, no facebook Montesclaroscom Radiomoc e no whatsapp)

Terça 23/06/26 - 6h58

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira 23 a Operação Miragem para investigar supostas fraudes no Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus .

Cerca de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão em São Paulo.

A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e valores de até 670 milhões de reais, além do afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados .

Segundo a PF, as investigações apontam que o esquema envolvia a manipulação sistemática de balanços e resultados contábeis para ocultar a real situação financeira da instituição e aparentar solvência perante os órgãos de controle .

O banco declarou lucro de 31 milhões de reais no fim de 2025, mas teria deixado de declarar ao menos 480 milhões em créditos vencidos .

O Banco Central já havia enviado uma notificação à PF apontando indícios de crimes: maquiagem de balanço, gestão temerária e fraude financeira .

Procurado, o Digimais ainda não se manifestou.

O banco está em crise há mais de um ano e negocia sua venda ao BTG Pactual .



***


8h09, terça-feira, da Agencia Brasil



Banco Digimais é alvo de operação da Polícia Federal
Justiça autoriza sequestro de bens e valores até R$ 670 milhões
AGÊNCIA BRASIL





A Polícia Federal (23) está desde cedo nas ruas para cumprir mandados judiciais no âmbito da Operação Miragem, deflagrada nesta terça-feira (23) para apurar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, previstos na Lei nº 7.492/1986.
O alvo das investigações é o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus.
Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. Entre as medidas estão a quebra de “sigilos bancário e fiscal dos investigados e o sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões".
Segundo a PF, as investigações, subsidiadas por relatórios do Banco Central, indicam que os “investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência perante os órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares”.


Os envolvidos poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela Lei nº 7.492/1986.

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