Morte de mulher de 42 anos, em M. Claros: "As investigações apontaram a ocorrência do crime de homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual, caracterizado quando..."
Quinta 05/02/26 - 16h27PCMG conclui inquérito sobre morte durante procedimento estético
A apuração das circunstâncias que levaram à morte de uma mulher de 42 anos durante um procedimento cirúrgico estético, ocorrido em 11 de dezembro do ano passado, em Montes Claros, Norte do estado, foi concluída pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), resultando no indiciamento de uma médica, de 28.
As investigações apontaram a ocorrência do crime de homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual, caracterizado quando o agente assume o risco de produzir o resultado morte, ainda que não o deseje.
Conforme apurado, a profissional teria previsto o resultado letal como possível e, ainda assim, prosseguido com a intervenção.
De acordo com a delegada Francielle Drumond, o conjunto probatório demonstrou que a morte da vítima foi resultado direto de uma sequência de falhas técnicas e decisões de alto risco assumidas pela profissional responsável pelo procedimento.
“Entre os fatores apurados estão a perfuração da artéria femoral da paciente, associada à incapacidade de prestação de socorro imediato e eficaz”, esclareceu a policial.
Ainda de acordo com Drumond, a investigação teve início imediatamente à morte da vítima, com atuação da perícia da PCMG no local do fato, instauração de inquérito policial, oitiva de oito testemunhas, realização de levantamentos investigativos e análise de laudos periciais.
Imperícia
Conforme esclarecido pela delegada, pesaram na conclusão do inquérito a ausência de especialização adequada para a realização do procedimento, a administração de sedação com uso de propofol sem a presença de anestesista, a inexistência de monitorização contínua da paciente e a realização da cirurgia em ambiente desprovido de equipamentos de suporte à vida.
O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário para análise do Ministério Público e adoção das providências legais cabíveis.
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19h14m, quinta-feira, do jorna O Tempo, de BH:
Médica é indiciada por homicídio doloso após morte de paciente em cirurgia estética
Polícia Civil concluiu que profissional assumiu o risco de morte ao prosseguir com procedimento; caso ocorreu em Montes Claros
A Polícia Civil concluiu, nesta quinta-feira (5/2), a investigação sobre a morte de uma mulher de 42 anos durante um procedimento cirúrgico estético em 11 de dezembro de 2025, em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. Como resultado do inquérito, uma médica, de 28 anos, foi indiciada por homicídio doloso, com dolo eventual.
De acordo com a Polícia Civil, as apurações indicaram que a profissional assumiu o risco de matar a paciente ao prosseguir com a intervenção. Nessa modalidade, o agente não deseja diretamente a morte, mas aceita a chance de que ela ocorra.
Segundo a delegada Francielle Drumond, responsável pelo caso, o conjunto de provas reunidas ao longo da investigação demonstrou que a morte da paciente foi consequência direta de uma sequência de falhas técnicas e decisões consideradas de alto risco.
Entre os fatores apurados estão a perfuração da artéria femoral da vítima e a incapacidade de prestação de socorro imediato e eficaz após a intercorrência.
Imperícia e falhas no procedimento
Pesaram na conclusão do inquérito, de acordo com a Polícia Civil, a ausência de especialização adequada da médica para a realização do procedimento estético, a administração de sedação com uso de propofol sem a presença de anestesista, a inexistência de monitorização contínua da paciente e a realização da cirurgia em ambiente sem equipamentos de suporte à vida.
Com a conclusão dos trabalhos, o inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário, onde será analisado pelo Ministério Público, que decidirá sobre as providências legais cabíveis.


