Pedreiro viaja mais de 2 mil quilômetros, desde o Maranhão, para se encontrar - em Belo Horizonte - com mulher que não existe. É pura criação da Inteligência Artificial
Terça 13/10/26 - 21h56Pedreiro de 49 anos viajou mais de 2 mil quilômetros, de ônibus, de Imperatriz no Maranhão até Belo Horizonte, para encontrar "mulher" com quem conversava pela internet.
Ao chegar à capital mineira, neste domingo, ele descobriu que a pretendente simplesmente não existe.
Motivo: perfil foi criado por inteligência artificial.
O pedreiro disse que começou a interagir com determinado perfil, que acumula mais de 300 mil seguidores e se apresenta como "Jéssica Fazendeira".
A personagem, com voz e traços humanos realistas, dizia estar divorciada e à procura de um homem para morar em uma fazenda no interior.
Em um dos vídeos, afirmava: "Tô querendo um rapaz macho".
O pedreiro disse que nunca desconfiou de nada porque a mulher nunca pediu dinheiro.
Ao contrário: prometia ajudar com a passagem e buscá-lo em qualquer lugar.
Em Belo Horizonte, mostrou fotos da pretendente nas ruas e pediu ajuda a uma rádio local, mas ninguém conhecia a mulher.
"Eu me senti enganado", ele resumiu.
Sem ter o endereço, o pedreiro procurou a Unidade de Acolhimento e Atendimento ao Migrante da Prefeitura de Belo Horizonte.
Recebeu orientações sobre os riscos de golpes nas redes sociais, além de banho e alimentação.
A prefeitura emitiu uma passagem para que ele viajasse de volta ao estado do Tocantins.
Antes de voltar, resumiu:
"Isso aí é uma coisa que não era nem para existir. Era para uma lei botar em cima disso aí, que todo mundo é enganado. Qualquer um cai".


