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montesclaros.com - Ano 26 - segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Apenas entre 5% a 10% dos pretendentes chega à fase final do exorcismo católico após fila que começa com psicólogos e psiquiatras. M. Claros tem relatos históricos

Domingo 23/08/26 - 22h29



Uma diocese do sul, a de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, nomeou o padre para atuar no Ministério do Exorcismo.

Ele é o primeiro padre da Serra Gaúcha a ocupar a função e já tem uma fila de espera por atendimentos.

Antes de qualquer ritual, uma equipe formada por psicólogos e psiquiatras avalia cada caso.

O padre afirma que a maioria das situações está relacionada a questões emocionais e de saúde mental, e não a causas sobrenaturais.

Apenas entre 5% e 10% das pessoas que procuram o ministério chegam à etapa que envolve o exorcismo.

O ritual segue o rito oficial publicado pelo Vaticano em 1998, que atualizou um protocolo de 1614.

Entre os critérios que podem indicar, segundo a Igreja Católica, uma possível ação de espírito maligno estão: falar idiomas que a pessoa não conhece, demonstrar força física incompatível com as condições da pessoa e apresentar aversão a símbolos sagrados.

O padre Daniel afirma não sentir medo do trabalho.

Ele define o exorcismo como um meio de caridade e misericórdia.



O exorcismo católico é um rito solene de oração e um sacramental da Igreja, e não um sacramento.

Realizado por um sacerdote autorizado pelo bispo, ele é visto como o último recurso em um processo cuidadoso.

Antes de qualquer ritual, a Igreja orienta que se descartem causas médicas ou psiquiátricas.

O rito em si envolve orações, a imposição das mãos, o sinal da cruz e o uso de água benta.

A prática é cercada de cuidados e regras, sendo bem diferente das representações sensacionalistas vistas no cinema.


A diocese de M. Claros, ainda na época do seu primeiro bispo, tem relatos públicos de muitos exorcismos.

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