"Faço o que eles mandam", diz Trump sobre o serviço secreto dos Estados Unidos, ao embarcar em avião militar secundário após ameaça de ataque do Irã contra o Air Force One
Terça 11/08/26 - 23h47O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que deixou a Turquia em segredo no mês passado, após uma ameaça de ataque atribuída ao Irã.
Em entrevista a jornalistas, ele afirmou que seguiu orientação do Serviço Secreto, recebe ameaças com frequência e não confia no Irã .
Segundo Trump, apesar de a operação ter sido montada para sua proteção, ele considera que a aeronave em que viajou secretamente estava, na verdade, mais exposta a um possível ataque do que o Air Force One usado como isca.
"Penso que, na realidade, o avião em que viajei estava em maior risco", afirmou, acrescentando que acredita que ele seria "o avião que, provavelmente, eles teriam mais tendência para atacar" .
A operação, revelada pelo jornal The Washington Post, ocorreu após a cúpula da Otan, em 8 de julho .
Trump embarcou no antigo Air Force One diante das câmeras, mas foi transferido secretamente para um C-32A militar dentro de um caminhão de catering no aeroporto.
Jornalistas e parte da equipe da Casa Branca permaneceram no avião isca, acreditando que o presidente ainda estava a bordo, e foram instruídos a manter as janelas fechadas durante o voo .
Trump afirmou que sua decisão foi inteiramente baseada na recomendação do Serviço Secreto.
"Sigo o Serviço Secreto e os militares. Eles queriam que eu pegasse outro voo, outro avião, com o mesmo nível de segurança. Mas eles queriam que eu fizesse isso, então fiz. Faço o que eles mandam", declarou .


