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montesclaros.com - Ano 26 - quinta-feira, 30 de julho de 2026

Congresso do Paraguai aprova declaração de repúdio contra a fala do governo brasileiro, ainda sobre a guerra iniciada em 1864; embaixador foi convocado pelo chanceler do país vizinho, abespinhado

Quinta 30/07/26 - 14h16

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, conversou por telefone com o presidente Lula após declarações sobre a Guerra do Paraguai terem gerado indignação no país vizinho.

O chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, confirmou a informação em coletiva nesta quinta-feira, 30 de julho.

O embaixador brasileiro no Paraguai, José Antônio Marcondes de Carvalho, foi convocado para uma reunião com o vice-presidente paraguaio, Pedro Alliana, nesta sexta-feira, 31.

No encontro, ele receberá uma nota oficial sobre as declarações de Lula.

Na última sexta-feira, 24, Lula afirmou que o Paraguai invadiu o Brasil, a Argentina e o Uruguai no século XIX, levando à Guerra da Tríplice Aliança, que durou cinco anos.

A fala gerou reação negativa na população e na classe política paraguaia.

Na quarta-feira, 29, o Congresso do Paraguai aprovou uma declaração de repúdio, afirmando que a fala distorce a dimensão histórica da guerra.

O presidente da Câmara dos Deputados do Paraguai, Raul Latorre, classificou a declaração como uma fala leviana sobre a maior tragédia da história do país.

O chanceler Lezcano também afirmou que tratou do assunto com o ministro Mauro Vieira em Lima, durante a posse da presidente peruana Keiko Fujimori.



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18h32, quinta-feira, da Agencia Brasil





Após fala de Lula, governo paraguaio convoca embaixador do Brasil
Presidente brasileiro citou a Guerra do Paraguai em discurso






MARCELO BRANDÃO - REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL






O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, informou, nesta quinta-feira (30), que convocou o embaixador do Brasil no país, José Antonio Marcondes, para uma conversa nesta sexta-feira (31). O motivo são as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra do Paraguai, em um evento na semana passada.
No Paraguai, o conflito é conhecido como Guerra da Tríplice Aliança, por ter colocado Brasil, Argentina e Uruguai de um lado, e Paraguai de outro.
Em nota, o ministério afirmou que, além da convocação de Marcondes, os ministros das Relações Exteriores do Paraguai e do Brasil, Mauro Vieira, conversaram sobre o assunto quando estiveram em Lima, no Peru.
O governo paraguaio também informou que o presidente Santiago Peña e Lula conversaram por telefone sobre o mesmo tema, considerado como “delicado”.
Declaração
A fala de Lula ocorreu em Jacareí, São Paulo, durante um evento da empresa Avibras Aeroco. Para ilustrar a importância de investimento em defesa, lembrou da Guerra do Paraguai, ocorrida entre 1864 e 1870.
“A gente tem fronteira com todos os países da América do Sul, menos Chile e Equador. A gente tem a África na nossa frente e tem uns loucos no mundo querendo fazer guerra. E a gente não pode esquecer que, embora a gente só goste de paz, seja de paz, um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil. E invadiu Uruguai e Argentina. E aquela guerra que não parecia nada durou cinco anos”, declarou o presidente no evento.
A Guerra do Paraguai é descrita pelo governo do país vizinho como “um episódio sensível da história nacional”.
“A dignidade do Paraguai não se negocia. Quero que saibam que, sob a liderança do presidente Santiago Peña, desde o começo temos abordado o tema no mais alto nível. A diplomacia tem seus tempos, suas formas e, acredite, a moderação do presidente da República tem sido fundamental na gestão desses prazos e formas”, disse o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rebén Lezcano.

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