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montesclaros.com - Ano 26 - segunda-feira, 18 de maio de 2026

Norte de Minas: "...denúncia (...) apontou supostas práticas de captação ilícita de votos e de transporte irregular durante as eleições municipais de 2024, envolvendo agente político atualmente no exercício interino da chefia do poder executivo municipal"

Sexta 15/05/26 - 9h13

9h07m, sexta-feira, da Polícia Federal:



PF investiga crimes eleitorais em Bonito de Minas/MG
Operação Veredas Gerais mira suspeitas de compra de votos e de transporte irregular de votantes durante as eleições de 2024

Montes Claros/MG. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (15/5), a Operação Veredas Gerais, com o objetivo de apurar possíveis ilícitos de ordem eleitoral praticados no município de Bonito de Minas. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE/MG).

A investigação teve início a partir de denúncia que apontou supostas práticas de captação ilícita de votos e de transporte irregular durante as eleições municipais de 2024, envolvendo agente político atualmente no exercício interino da chefia do poder executivo municipal.

De acordo com os elementos apurados até o momento, o investigado teria prometido vantagens em troca de votos, além de, supostamente, organizar transporte irregular de votantes no período eleitoral. As investigações também apontam pagamento ao motorista responsável pelo transporte, que teria sido orientado, à época, acerca do trajeto que deveria ser percorrido, do veículo a ser utilizado e dos locais de embarque e de desembarque dos transportados irregularmente, visando se furtar à fiscalização das autoridades públicas.

As diligências também apuram eventual prática do crime de ameaça contra a pessoa responsável pela comunicação dos fatos às autoridades, ocorrência que teria sido registrada já durante o exercício interino do cargo de prefeito municipal. Em razão da prerrogativa de função relacionada aos fatos investigados, o caso foi submetido à apreciação do TRE/MG. Foram apreendidos R$ 55 mil em espécie, celulares e documentos.

Os fatos investigados, em tese, podem configurar os crimes de captação ilícita de sufrágio, de transporte irregular de eleitores e de ameaça.


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9h15m, sexta-feira, do jornal O Tempo, de BH:

Polícia Federal apura esquema de crimes eleitorais nas eleições de 2024 em Bonito de Minas

Durante a operação, foram apreendidos R$ 55 mil em dinheiro, além de celulares e documentos que serão analisados pela Polícia Federal.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15), a Operação Veredas Gerais, que investiga possíveis crimes eleitorais ocorridos em Bonito de Minas, no Norte de Minas.

A ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).

Segundo a PF, a investigação começou após denúncias de suposta compra de votos e transporte irregular de eleitores durante as eleições municipais de 2024.

As suspeitas envolvem um agente político que atualmente ocupa interinamente a chefia do Executivo municipal.

De acordo com as apurações, o investigado teria prometido benefícios a eleitores em troca de votos.

Entre os casos investigados está a suposta oferta de materiais de construção para cinco integrantes de uma mesma família residente na zona rural do município.

A casa onde a família morava, construída de forma precária, teria desabado posteriormente em razão das chuvas, sem que o material prometido fosse entregue. As investigações também apontam que teria havido organização de transporte irregular de eleitores durante o período eleitoral.

Conforme a PF, o motorista responsável pelo transporte teria recebido pagamento e orientações detalhadas sobre rotas, veículo utilizado e pontos de embarque e desembarque, numa tentativa de evitar fiscalização das autoridades.

Outro ponto investigado é a possível prática do crime de ameaça contra a pessoa que denunciou os fatos às autoridades.

O caso teria ocorrido já durante o exercício interino do cargo de prefeito municipal.

Durante a operação, foram apreendidos R$ 55 mil em dinheiro, além de celulares e documentos que serão analisados pela Polícia Federal.

Os fatos apurados podem configurar, em tese, crimes de captação ilícita de sufrágio, transporte irregular de eleitores e ameaça, previstos na legislação eleitoral e no Código Penal.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para esclarecer completamente os fatos.

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17h18m, sexta-feira, do jornal Estado de Minas, de BH:


Operação da PF apura denúncia de crime eleitoral no Norte de Minas

Prefeito interino e candidato em eleiçao suplementar em Bonito de Minas é alvo de investigação. Eleitores da cidade vão voltar às urnas em 21 de junho
Luiz Ribeiro


A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (15/5) a Operação Veredas Gerais em Bonito de Minas, no Norte do estado, com objetivo de apurar possíveis crimes eleitorais que teriam sido cometidos no município na eleição de 2024.

Foram cumpridos na cidade dois mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), tendo como alvo o prefeito interino do município, Miquéias Figueiredo (Republicanos).

A ação da PF foi desencadeada no momento em que ocorre campanha para nova eleição para a prefeitura, marcada para o dia 21 de junho e que tem como um dos candidatos o prefeito interino. Ele concorre contra Joao Neto (Podemos).

Miquéias foi eleito vereador e assumiu como prefeito interino em 1º de janeiro de 2023, quando foi escolhido presidente da Câmara Municipal, tendo em vista que o candidato mais votado na disputa da chefia do executivo na eleição de 2024, Nilson de Senhorinha (União Brasil), foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ficou impedido de ser empossado. O motivo da decisão do TSE, ocorrida em dezembro de 2024, foi uma condenação por abuso de poder político nas eleições de 2020.

Nilson Senhoria recorreu da decisão. Mas, em fevereiro deste ano, o plenário do TSE, por unanimidade, negou o recurso. Após a decisão definitiva do TSE em março desse ano, o órgão marcou as eleições suplementares em Bonito de Minas para 21 de junho, mantendo Miquéias como prefeito interino até a realização do novo pleito.

O que é investigado na operação da PF em Bonito de Minas
Conforme a Polícia Federal, a investigação em Bonito de Minas foi iniciada a partir de denúncia sobre supostas práticas de captação ilícita de votos e transporte irregular de eleitores durante as eleições municipais de 2024, envolvendo o atual prefeito interino da cidade.

“De acordo com os elementos apurados até o momento, o investigado teria prometido vantagens a eleitores em troca de votos, além de, supostamente, organizar transporte irregular de eleitores no período eleitoral”, divulgou a Polícia Federal.

Segundo a denúncia, ele teria oferecido materiais de construção no intuito de angariar votos de cinco membros de uma mesma família, residente em uma casa construída de forma precária na zona rural do município, ”que acabou desabando, tempos depois, em decorrência das chuvas, sem que o material prometido fosse entregue”.

A PF informa que também é investigada a denúncia de suposto pagamento ao motorista responsável pelo transporte ilegal de eleitores, “que teria sido orientado, à época, acerca do trajeto que deveria ser percorrido, do veículo a ser utilizado e dos locais de embarque e desembarque dos eleitores transportados irregularmente, visando se furtar à fiscalização das autoridades públicas, ciente de que, se alguém o ligasse aos fatos, a sua candidatura seria cassada”.

Segundo a PF, durante as investigações, já foram apreendidos R$ 55 mil em espécie, celulares e documentos, encaminhados para apreciação para o TRE/MG. Além disso, divulgou a Polícia Federal, "é apurada uma suposta prática de crime de ameaça contra a pessoa responsável pela comunicação dos fatos às autoridades, ocorrência que teria sido registrada já durante o exercício interino do cargo de prefeito municipal”.

A reportagem tentou ouvir o prefeito interino de Bonito de Minas e alvo da ação da PF, mas não teve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

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