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montesclaros.com - Ano 26 - quarta-feira, 4 de março de 2026

Ministro André Mendonça autoriza e Polícia Federal voltou a prender, nesta manhã, em S. Paulo, o banqueiro Vorcaro, controlador do Banco Master. Primeira prisão foi em novembro

Quarta 04/03/26 - 7h12

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira 4 de março o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, na terceira fase da Operação Compliance Zero.

A prisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que assumiu recentemente a relatoria do caso .

Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado, na primeira fase da operação, quando tentava embarcar para Dubai no aeroporto de Guarulhos.

Na ocasião, ele ficou 11 dias detido e foi solto com uso de tornozeleira eletrônica .


As investigações apuram um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.

Os crimes investigados incluem gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

O nome da operação faz referência à falta de controles internos nas instituições para evitar esse tipo de crime .

A estimativa de prejuízo pode chegar a 41 bilhões de reais, afetando cerca de 1,6 milhão de investidores que aguardam ressarcimento pelo Fundo Garantidor de Créditos .



Além de Vorcaro e do cunhado Zettel, há outros dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo e Minas.

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7h50m, quarta-feira, da Agência Brasil:

PF prende Daniel Vorcaro em 3ª fase da Operação Compliance Zero
Dono do banco Master é um dos quatro presos na manhã desta quarta (4)

A terceira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada no início da manhã desta quarta-feira (4) pela Polícia Federal (PF). Entre os presos está Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Nesta fase, os policiais investigam “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.

A PF cumpre, desde cedo, quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos endereços ligados aos investigados nos estados de São Paulo e Minas Gerais. “As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil”.

O STF determinou também afastamento de cargos públicos de alguns investigados, além de sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões.

A medida tem por objetivo interromper “a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas”, informou a PF.

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